Sri Lanka será o primeiro país conectado aos balões de internet do Google

O Sri Lanka será um país pioneiro na aplicação da tecnologia do projeto, batizado de "Loon" (louco), pela loucura que, segundo sua própria explicação, é tentar conectar o planeta em uma rede de internet entrelaçada com balões a partir da estratosfera.

O Sri Lanka quer ser o primeiro país completamente conectado à internet através dos balões do projeto Loon, do Google, um sistema que permitirá que a rede chegue a todos os confins da ilha, a convertendo em um território completamente conectado com o resto do planeta.

O Sri Lanka será um país pioneiro na aplicação da tecnologia do projeto, batizado de “Loon” (louco), pela loucura que, segundo sua própria explicação, é tentar conectar o planeta em uma rede de internet entrelaçada com balões a partir da estratosfera.

Em 28 de julho o governo do Sri Lanka e o Google assinaram um acordo sem precedentes que já está dando seus primeiros passos e que esperam que esteja em pleno funcionamento em menos de um ano.

“Agora estabelecemos os termos para o trabalho e os desenvolvimentos, nos reuniremos com todas as operadoras de telecomunicação para discutir as modalidades a que devem prestar serviços à população”, disse à Agência Efe o diretor-executivo da Agência de Informação, Comunicação e Tecnologia do Sri Lanka (ICTA), Muhanthan Canagey.

O diretor assinalou que a infra-estrutura estará pronta até 31 de dezembro de 2015 e que a rede completa deve estar disponível em 31 de março de 2016.

Os balões que serão utilizados no sistema serão lançados dos Estados Unidos e da Austrália.

O Google lançou “Loon” como uma proposta para levar internet a todos os cantos do planeta, criando um sistema de balões que flutuam na estratosfera no dobro da altura das rotas aeronáuticas e acima das mudanças na atmosfera.

Na estratosfera há muitas camadas que fazem variar a direção e a velocidade dos ventos, indicou o Google ao explicar o funcionamento do sistema.

Os balões vão onde for necessário, subindo ou descendo de camada para se deslocar na direção desejada e aproveitando o movimento dos ventos.

A empresa se associou com companhias de telecomunicações para compartilhar o espectro de telefonia celular para as pessoas poderem se conectar diretamente à rede de balões de seus telefones e outros aparelhos com tecnologia 4G (LTE).

“Em poucos meses poderemos dizer verdadeiramente: o Sri Lanka está coberto”, declarou o ministro das Relações Exteriores, Mangala Samaraweera, no momento do lançamento do projeto.

Cerca de 2,8 milhões dos 22 milhões de telefones celulares do país, que tem 20 milhões de habitantes, têm conexão à internet.

Com este projeto, o governo de Maithripala Sirisena quer que a cobertura da rede chegue a toda ilha, permitindo aos provedores fazer parte dos acordos com “torres celulares flutuantes”.

“Nossos estudantes podem agora fazer cursos online de engenharia em Harvard, mas também estudar raros manuscritos em pali e negócios podem encontrar novos mercados”, comentou o ministro.

“Na realidade os estudos nos mostraram que os pequenos negócios conectados à internet crescem o dobro do que os outros”, acrescentou.

O governo também acredita que isto o ajudará a chegar com mais facilidade aos cidadãos e a eles entrar em contato com seus dirigentes.

“A conectividade não é só se envolver com o mundo, pode também conectar os cingaleses entre si e com seu governo”, assinalou.

Os aplicativos enumerados pelo governo são tantos como os que existem, começando pela ajuda que representará para superar as barreiras linguísticas em um país aonde convivem cingaleses e tâmeis.

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