“Eu fumava 70 pedras de crack por dia”, conta Rafael Ilha

Os problemas com drogas levaram Rafael Ilha a tentar suicídio em algumas ocasiões.

O músico Rafael Ilha relatou que usava grandes quantidades de drogas em períodos críticos de sua dependência química.  “Eu fumava 60, 70 pedras de crack por dia”, falou o ex-Polegar em participação no Morning Show desta terça-feira (1º).

Rafael Ilha divulga a biografia “Rafael Ilha – As Pedras do Meu Caminho”, escrito pela jornalista e apresentadora Sonia Abrão. “As pedras simbolizam os problemas da vida e as pedras de crack. O título foi ideia do Rafa”, explicou Sonia. Na emissora, o artista, inclusive, trabalha como repórter do programa de sua biógrafa, mas está afastado para promover a publicação.

“O meu problema com a droga não tem nada a ver com o meio artístico. O sucesso me ajudou a sustentar o vício, mas não a me levar. Comecei a usar com 12 ou 13 anos”, disse ao citar ter usado maconha, benzina com goma de mascar e cola de sapateiro em matinês. “Com 15 anos eu namorava uma menina mais velha e experimentei cocaína. Na hora virei dependente”, disse o artista, hoje com 42.

 

Os problemas com drogas levaram Rafael Ilha a tentar suicídio em algumas ocasiões. “Às vezes eu tinha três ou quatro convulsões dentro de casa, roubava as coisas. Chega a um ponto que você precisa, sim, de uma internação compulsória”, defendeu ao citar ações humanizadas e com legalidade. O cantor e repórter contou ter sido submetido a tratamento com eletrochoques durante internações anteriores.

 

Ex-evangélico, Rafael relatou que Deus e a fé o ajudaram muito. “Procurei todos os tipos de religião com a minha família em busca da cura, fui para espiritismo, igreja messiânica, candomblé. Tentei de tudo”.

 

Para equipe de Edgard Piccoli, Rafael relatou também momentos de desespero e situações horríveis da vida. Um dos últimos momentos críticos, Rafael contou ter feito roleta russa acompanhado de 200 pedras de crack.  Outra época crítica da vida de Rafael foi no Rio de Janeiro, após brigar com pai e mãe em São Paulo. Lá, morou em um morro dominado pelo tráfico e ajudou a produzir crack com bicarbonato de sódio e outras misturas.

 

Rafael Ilha contou que sua história irá virar filme. “Se tudo ficar dentro do prazo, em dois anos”, falou. A intenção do ex-polegar é ser interpretado pelo ator Fábio Assunção.

 

“Rafael Ilha – As Pedras do Meu Caminho” será lançado oficialmente nesta quarta-feira (2) em São Paulo.

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FONTEUol
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