Lei municipal em MS obriga desconto a quem fez redução de estômago

Lei foi aprovada no dia 17 de agosto e vale somente para Campo Grande. Em MS, 175 pessoas já fizeram a cirurgia neste ano, afirma SUS.

Lei municipal aprovada no dia 17 de agosto, em Campo Grande determina 50 % de desconto em restaurantes para pessoas que fizeram cirurgia para redução de estômago. O comércio também pode optar por cobrar por meia porção.

A determinação é válida para comércios que servem refeições à la carte, porções e rodízios. Os estabelecimentos que não cumprirem a legislação serão multados.

A lei, que ainda está em discussão na Assembleia Legislativa do estado e no Congresso Nacional, é válida somente na capital sul-mato-grossense. Para ter direito ao desconto, é preciso apresentar a carteira da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, que é dada pelo médico, e um documento pessoal com foto.

De acordo com os dados do Sistema Único de Saúde (SUS), 175 pessoas já fizeram a cirurgia neste ano em Mato Grosso do Sul. Em todo o ano de 2014 foram quase 250 procedimentos realizados.

Exemplo
Antes de passar pelo procedimento cirúrgico, no fim do ano de 2014, a jornalista Liziane Berrocal comia cerca de 30 sushis de uma vez só. Ela perdeu 55 quilos de janeiro de 2014 a agosto de 2015 e não consegue mais comer em grandes quantidades a refeição preferida dela.

Em um restaurante japonês, ela comeu apenas dois sushis, menos que a metade de um filé de peixe e não conseguiu comer o alimento frito. A jornalista afirma que não consegueria abandonar o rodízio, mas comendo menos ela resolveu negociar um desconto com o dono do estabelecimento.

O empresário Manoel Dias conta que dá o desconto pensando na satisfação do cliente e no próprio negócio. “ A gente acaba ganhando o amigo do cliente, a família, normalmente o grupo é muito grande”, finaliza Manoel.

A nutricionista Mariana Corradi explica que após a cirurga o paciente fica com apenas 10% da capacidade do estômago. “O estômago limita, ele pode até escolher mais, ele pode ir num rodízio e pedir mais do que ele vai conseguir comer, mas o estômago é a trava dele e avisa: ‘olha, não cabe mais, não consigo mais’, a cirurgia tem esse benefício de avisar o paciente quando ele tá satisfeito”, conclui.

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FONTEG1
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