Réu que golpeou mulher, sogra e pedreiro com facão vai responder por lesão corporal

Defesa convenceu jurados que trabalhador rural não cometeu tentativa de homicídio

Denunciado por tentativa de homicídio, Fábio de Oliveira vai responder por lesão corporal Foto: Juninho Queiroz

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Santo Antônio da Platina entendeu na tarde desta quarta-feira (5), que o réu Fábio de Oliveira, 35, denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) pelo crime de tentativa de homicídio qualificado contra três vítimas, deve responder por lesão corporal.

 

Os fatos ocorreram no dia 19 de janeiro na periferia do município. De acordo com o MP, por volta das 10 horas, no bairro Aparecidinho 3, o trabalhador rural Fábio de Oliveira atacou com golpes de facão o pedreiro Luciano Carlos Domingos. O crime teria sido motivado por um suposto desentendimento comercial, e o homicídio só não se consumou por circunstâncias alheias à vontade do denunciado, pois a vítima colocou a mão na frente do golpe que atingiria seu pescoço. Mesmo ferido, Domingos conseguiu fugir e pedir socorro.

 

Cerca de 20 minutos depois, no conjunto habitacional Álvaro de Abreu, Oliveira fez outras duas vítimas. Ele também atacou a golpes de facão a própria mulher, Eliana Tomaz Marcelino, que foi atingida na mão, antebraço e perna, e só não morreu porque sua mãe interviu. Ao defender a filha, Tereza Tomaz Marcelino também acabou ferida pelos golpes desferidos pelo genro. Neste caso, a motivação para o crime foi a descoberta de uma traição por parte de Eliana que resultou no nascimento da filha mais nova do casal. Ela admitiu as acusações durante o julgamento.

 

O advogado Marcelo Graça Milani Cardoso disse aos jurados que Oliveira – que estava preso desde o dia dos fatos – agiu em legítima defesa da honra e do valor moral da infidelidade, pois estava sendo motivo de chacota na cidade.

 

A tese do defensor foi acatada pelo Conselho de Sentença e o réu acabou julgado pelo crime de lesão corporal, sendo condenado pelo juiz Julio Cesar Michelucci Tanga à pena de um ano, três meses e três dias em regime semiaberto.

 

O promotor de Justiça Hugo Napole Leone Cunha informou que o Ministério Público tem cinco dias para recorrer da sentença.