Sindicato dos Servidores aponta avanços, mas cobra o reajuste do vale-alimentação

O valor do vale é de R$ 406,00 desde 2013, quando foi implantado

Rodrigo (esquerda), e Willian: “Sindicato é a voz dos servidores” . Foto: Antônio de Picolli

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santo Antônio da Platina aponta avanços em negociações que estavam emperradas com a prefeitura, mas ainda cobra o reajuste do Vale-Alimentação, implantado na gestão passada, do então prefeito Pedro Claro de Oliveira Neto, em 2013, no valor de R$ 406. De lá para cá, o valor não sofreu nenhuma alteração, nem mesmo a reposição da inflação.

Segundo os sindicalistas Rodrigo Mendonça (presidente), e Willian dos Anjos Santos (assessor jurídico), depois de inúmeras tentativas frustradas, em meados de junho o prefeito José da Silva Coelho Neto, o professor Zezão, recebeu os representantes do sindicato da categoria para negociar diretos que estavam em atraso. “Desde o final de 2017, a prefeitura não vinha pagando o quinquênio aos servidores que tinham direito ao adicional que é pago a cada cinco anos de trabalho. Havia expectativa da parte deles, afinal, é um dinheiro a mais que entra na conta. Tentamos diversas vezes falar com o prefeito. Em junho conseguimos e foi um debate bem saudável. Agora, no pagamento de agosto, a prefeitura começou a pagar os atrasados”, disseram os sindicalistas salientando que de acordo com o prefeito, até o final do ano, todos os que tiverem direito vão receber. “Foi uma alegria para eles”, comentaram Rodrigo e Willian.

Agora, a luta do sindicato continua pelo reajuste do Vale-Alimentação. “Quando conversamos com o prefeito sobre o quinquênio também falamos do vale. Ele ficou de estudar o assunto. Fizemos as contas e se reajustar em 2,95%, índice da inflação no período, a folha terá um acréscimo de cerca de R$ 20 mil ao mês. Se formos analisar, é um valor pequeno diante do tamanho do benefício”, comentaram lembrando que em cinco anos, o vale não teve nenhum reajuste, mas o país, nesse período se afundou em uma das piores crises econômicas de sua história, fato que precisa ser levado em conta. “Não estamos reclamando do valor, mas também não podemos deixar defasar mais do que já defasou. Seria uma perda muito grande dos direitos dos servidores”, comentaram.

Os sindicalistas ainda salientaram que a entidade vem lutando pelos direitos. “Se tudo tivesse correndo bem, estaríamos trabalhando para trazer outros benefícios. Essa era nossa meta. Mas temos que, primeiro, receber o que já é garantido”, afirmaram. “Desde que assumimos a direção do Sindicato estamos tentado ser a voz do servidor. Levar até as autoridades, as suas reivindicações e lutar por elas. Quem precisar de orientação, ou quiser fazer uma reclamação pode ligar para o número 43-3534-5377”, concluíram.