Inquérito vai apurar se racha matou motociclistas na PR-439

Testemunhas disseram que grupo de motociclistas seguia em alta velocidade na rodovia, quando um deles invadiu a pista contrária

Motociclistas colidiram frontalmente na PR-439 em Santo Antônio da Platina Foto: Matheus Apolinário/Tanosite

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar as circunstâncias do acidente que provocou a morte de dois motociclistas na tarde de sábado (18), na PR-439, em Santo Antônio da Platina. Testemunhas disseram que uma das vítimas participava de um racha, e provocou a colisão frontal após invadir a pista contrária.

De acordo com os depoimentos, Guilherme Simão Ferreira, 18, de Santo Antônio da Platina, estava em alta velocidade em meio a um grupo de motociclistas e teria perdido o controle da moto que conduzia. A Honda Titan bateu de frente com outra motocicleta da mesma marca e modelo, que era conduzida por Maycon Oliveira, de Santa Amélia. Ambos tiveram morte instantânea.

O delegado Rafael Guimarães disse que a Polícia Civil foi informada sobre a prática de rachas na PR-439, e que as equipes de investigação da 38ª Delegacia Regional de Polícia já iniciaram diligências para apurar as denúncias. “A intenção é identificar os participantes desses rachas e, obviamente, eventuais responsabilidades neste trágico acidente que vitimou duas pessoas. Evidentemente, duas motos colidiram frontalmente, o que não é muito comum e sugere que um dos envolvidos realmente participava de um racha, suspeita esta, que já estamos investigando”, assinalou.

Homenagem fúnebre

O delegado informou ainda, que também vai investigar imagens de um grupo de motociclistas que teria importunado o sepultamento do jovem Guilherme Ferreira na tarde de domingo (19), em Santo Antônio da Platina.

A homenagem de despedida prestada por amigos ao jovem Guilherme Ferreira gerou revolta em moradores do entorno do Cemitério São João Batista e motoristas que passavam pelo local, que comunicaram a Polícia Militar.

De acordo com a PM, um adolescente foi detido por desacato e perturbação de sossego e cinco motocicletas foram apreendidas por irregularidades.

Rafael Guimarães disse que a “homenagem” ao motociclista durante o cortejo é crime, e que, se identificados, os responsáveis serão indiciados. “O artigo 209 do Código Penal prevê detenção de um mês a um ano a quem impedir ou perturbar enterro ou cerimônia fúnebre. Estamos analisando as imagens do funeral para identificar e punir os responsáveis”, concluiu o delegado.