H1N1 faz primeira vítima do ano em Santo Antônio da Platina

Paciente de 59 anos faleceu no dia 29 de junho em consequência da doença; Epidemiologia monitora outros seis casos suspeitos na cidade

Tratamento com Tamiflu deve ser iniciado imediatamente em casos suspeitos; só na rede pública -(Antônio de Picolli)

A Secretaria de Estado da Saúde confirmou nesta quarta-feira (11) a primeira morte do ano provocada pelo vírus H1N1, em Santo Antônio da Platina. Trata-se de um paciente de 59 anos que não havia sido vacinado contra a gripe, e que também não fez uso do Tamiflu – antiviral que deve ser iniciado logo nos primeiros sintomas da síndrome. O resultado foi divulgado por meio do último Boletim Epidemiológico publicado pela Sesa, que mostra outros seis casos suspeitos da doença no município.

De acordo com a enfermeira Josiane Aparecida Teixeira, responsável pelo Setor de Epidemiologia do município, o paciente estava internado com suspeita de tuberculose, mas o resultado foi negativo para a doença. Seu quadro clínico se agravou, e, no dia 29 de junho ele acabou falecendo. Exames revelaram que a causa da morte foi H1N1, associada a outros vírus respiratórios. “É preciso seguir o protocolo e entrar com o antiviral (Tamiflu) em tempo hábil para curar o vírus (H1N1), o que muitas vezes não acontece”, adverte a enfermeira.

Os últimos casos de morte provocada pelo vírus H1N1 na cidade foram registrados em 2016, quando duas pessoas faleceram. “Os pacientes tinham idades entre 42 e 47 anos. Naquele ano, um paciente de 54 anos também morreu, mas em consequência de Vírus Sincicial Respiratório (VSR), um microrganismo que causa infecção respiratória. Já em 2017, no entanto, não tivemos mortes em consequência do H1N1”, salienta Josiane Aparecida Teixeira.

A diretora de Saúde de Santo Antônio da Platina, Gislaine Galvão, disse que o município atingiu a meta de vacinação contra a gripe, mas que é preciso atentar-se aos sintomas da doença para combatê-la imediatamente em casos suspeitos. “O paciente deve procurar a Unidade de Saúde mais próxima para ser avaliado conforme determina o protocolo, e, se for o caso, entrar imediatamente com o antiviral (Tamiflu), que só é dispensado na rede pública de saúde”, orienta.

Conforme o último Boletim Epidemiológico divulgado pela Sesa referente aos municípios da 19ª Regional de Saúde de Jacarezinho, um caso suspeito da doença também foi registrado em Joaquim Távora e é monitorado pela Secretaria Municipal de Saúde.

BALANÇO

Desde janeiro deste ano, 365 casos da doença foram confirmados no Paraná. Em todo o Brasil já são 21.150 casos e 2.616 mortes em 2018.

Entre os casos registrados no Estado, a maioria foi entre mulheres, responsáveis por 191 ocorrências, ou 52,3% do total. No caso dos óbitos, os homens foram os que mais morreram por conta da gripe. Dos 49 óbitos registrados, 39 (79,6%) foram vítimas masculinas e apenas 10 (20,4%) femininas.

Em relação à faixa etária, 108 dos casos de gripe (29,6% do total) ocorreu entre pessoas com 60 anos ou mais. Em segundo lugar aparecem as crianças menores de 5 anos, com 74 confirmações (20,3%). O maior número de óbitos está entre pessoas acima de 50 anos, com 41 mortes.

e os principais cuidados que devem ser tomados para diminuir o risco de contaminação pelo vírus da gripe está a higienização correta das mãos. Elas devem ser lavadas frequentemente com água e sabão, sendo recomendável também complementar o processo com a aplicação de álcool em gel após a lavagem. Outro cuidado é higienizar periodicamente com álcool em gel as superfícies que entram em contato com as mãos, como mesas, teclados e maçanetas.

Recusem lenços descartáveis para cobrir a boca na hora de tossir ou espirrar, além de manter os ambientes ventilados e evitar a aglomeração de pessoas.

VACINAÇÃO

Neste ano, a campanha nacional de vacinação contra a gripe começou em 27 de abril e foi encerrada em 22 de junho. No Paraná, terminou com a aplicação de mais de 2,8 milhões de doses entre os grupos alvos, que incluíam crianças entre seis meses e 4 anos completos, trabalhadores da saúde, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), idosos (acima de 60 anos), população indígena, professores (ensino público e privado) e pessoas com doenças crônicas.

Após o encerramento da campanha, a Secretaria de Estado da Saúde recomendou aos municípios que disponibilizassem as doses remanescentes da vacina à população em geral.

O último levantamento indica que entre os grupos prioritários, a cobertura vacinal chegou a 92,3% no Estado, acima da média nacional, de 83%.