Polícia divulga retrato falado de sequestradores da família de bancário

Gerente-geral do Banco do Brasil entregou R$ 200 mil para quadrilha em troca da vida da mulher e das filhas

Retratados falados foram elaborados a partir das características físicas dos criminosos repassadas pelas vítimas - (Divulgação / Polícia Civil)

O Grupo Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão) da Polícia Civil do Paraná, responsável pelas investigações do sequestro envolvendo a família do gerente-geral da agência do Banco do Brasil de Santo Antônio da Platina, Ricardo Figueiredo, na semana passada, divulgou nesta quarta-feira (14) os retratos falados de dois dos três criminosos que exigiram dinheiro ao bancário em troca da vida de sua mulher e das duas filhas do casal.

O delegado-chefe do Tigre, Luís Fernando Viana Artigas Júnior, disse por telefone que as investigações avançaram. Além da divulgação dos retratos falados de dois dos sequestradores elaborados a partir de informações com as características dos criminosos, outro detalhe importante chamou a atenção das vítimas, o sotaque de um dos integrantes da quadrilha, típico de moradores da região sul do País.

Artigas Júnior informou que os trabalhos estão sendo desenvolvidos em conjunto com a 38ª Delegacia Regional de Polícia, porém, que os detalhes só serão divulgados ao passo que as informações não comprometam as investigações. “A princípio, o que podemos divulgar são apenas os retratos falados para que a população possa colaborar com os trabalhos da polícia através de denúncias, mesmo que de forma anônima”, ponderou.

As informações podem ser repassadas através dos telefones (43) 3534-8900 e (41) 3270-1950.

Relembre o caso

Na noite de quarta-feira (7), três bandidos fortemente armados com pistolas e fuzis renderam o bancário Ricardo Figueiredo e sua família dentro de sua própria casa na rua Benjamin Constant, no centro da cidade. Apenas um dos criminosos estava com o rosto coberto.

As vítimas foram ameaçadas pelos bandidos durante toda a madrugada e, pela manhã, a quadrilha ordenou que o bancário mantivesse a rotina de trabalho para sacar R$ 200 mil em dinheiro do cofre central da agência sem levantar suspeitas. Desta forma, ele garantiria a integridade física de sua família.

Pouco tempo depois de cumprir a ordem da quadrilha e entregar o dinheiro aos criminosos, a mulher e as duas filhas do bancário foram libertadas na área rural de Joaquim Távora.