Supermercados ainda não definiram funcionamento no domingo, 24

O comércio em geral não abrirá na véspera do Natal, dia 24, embora essa medida não agrade o Sindicato Varejista

Foto: Antônio de Picolli

Questões trabalhistas e acordos sindicais estão adiando a decisão dos supermercados de Santo Antônio da Platina quanto a abertura no domingo, 24, véspera do Natal.  Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Santo Antônio da Platina, Milton Coelho, os supermercados sempre puderam trabalhar nas manhãs de domingo, exceto se o dia cair em um feriado. “Os supermercados sempre puderam funcionar  até às 12h ou às 13 horas aos domingos, somente nos feriados é que a abertura não é permitida. Agora, este ano, foi acordado que nenhum comércio abrirá na véspera do Natal, que não é feriado, por isso, ainda é preciso avaliar a situação exclusiva desse segmento”, comentou.

Em matéria divulgada pela Tribuna do Vale na edição 3491, de quarta-feira, foi divulgado que o Supermercado Avenida abriria das 8h às 20 horas. A informação foi dada por um funcionário via telefone. Mas o gerente da Unidade Platinense avisou que esse horário não está definido ainda, por se tratar de uma negociação com o sindicato e também com a direção da rede, que precisa elaborar o calendário de abertura levando em consideração plantões e demais situações que envolvem os funcionários. “Não temos essa definição, por isso não podemos afirmar se haverá ou não funcionamento na véspera do Natal e se abrir, qual o horário. Tememos que uma divulgação de horário diferente do real possa prejudicar o consumidor e até mesmo as medidas estabelecidas pelo Sindicato”, explicou o gerente Ilmar.

O comércio em geral não abrirá na véspera do Natal, dia 24, embora essa medida não agrade o Sindicato Varejista, que acha que a data especial mereceria uma atenção também especial dos comerciantes aos consumidores.

Pesquisa

O sindicalista Milton Coelho disse que fez uma pesquisa informal entre os proprietários de lojas e que 50 deles disseram sim para a abertura do comércio no domingo 24, e 70 disseram não. “Se os próprios patrões não querem abrir no dia 24, imagine os funcionários. Eles querem descansar e receber seus familiares como qualquer outra pessoa”, comentou.