Equipes levam sete horas para controlar incêndio

A baixa umidade do ar contribuiu para que as chamas se propagassem com mais rapidez.

Entre o incêndio da semana passada e o desta, já foram devastados cerca de 8 hectares de vegetação do Morro do Bim (Antônio de Picolli / Tribuna do Vale)

O incêndio que atingiu o Morro do Bim, em Santo Antônio da Platina na tarde de terça-feira, 19, só foi controlado após sete horas de trabalho das equipes do Corpo de Bombeiros e funcionários do Meio Ambiente. O fogo se alastrou rapidamente.  A baixa umidade do ar contribuiu para que as chamas se propagassem com mais rapidez. Cerca de seis hectares de pastagem e vegetação foram devastados.

De acordo com o secretário Municipal de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente, Luiz Carlos Silva foi um trabalho complicado porque o local é de difícil acesso e não havia muitos recursos para o combate as chamas. Para impedir que o fogo atingisse o Morro do Valério e a reserva ambiental foi necessário o uso de maquinários  para escavar uma divisória no solo, impedindo que o incêndio se alastrasse. Nos demais pontos do Morro do Bim, as equipes utilizaram recursos como bomba costal e abafadores.

Somando com o incêndio da semana passada que já havia consumido dois hectares do cartão postal da cidade, foi atingida uma área de aproximadamente oito hectares.  Em maio de 2016, a proporção do incêndio no Morro do Bim foi mais agressiva. O incêndio ambiental consumiu aproximadamente 10 hectares de pastagem e vegetação.

Ainda ontem, a equipe do Meio Ambiente avistou uma pequena fumaça no local novamente pela manhã e prontamente foi verificar. “Temos registros de outras duas queimadas, sendo uma na zona rural Taquaralzinho, que consumiu grande parte de pastagem e plantação e o Morro do Cruzeiro”, contou o secretário.

Para Luiz Carlos é fundamental que seja promovida uma campanha de conscientização da população, pois, em alguns casos, um pequeno descuido  com uma bituca de cigarro, por exemplo, já é o suficiente para um princípio de incêndio. “Estamos tentando junto à prefeitura a aquisição de um tanque com capacidade para 3 mil litros de água, que é mais fácil o deslocamento na atuação do combate à incêndios. Além disso, gostaríamos de criar uma brigada de incêndio com pessoas voluntárias, que se coloquem à disposição quando eventualmente tiver uma situação de emergência”, comentou.

A baixa umidade do ar, devido ao longo período de estiagem e altas temperaturas, já colocaram o estado do Paraná em alerta e não há previsão de chuva para os próximos dias no Norte Pioneiro.