Setor atacadista cresce 82% em seis anos e é o terceiro do País

Nesse ano, as atacadistas passaram a ter acesso aos benefícios do Paraná Competitivo.

Foto: Hedeson Alves

O comércio atacadista do Paraná é o terceiro maior do País, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. O setor movimenta R$ 123,6 bilhões em receita bruta por ano, reúne 20,9 mil unidades de revenda e emprega 148,3 mil pessoas no Estado.

O setor vem crescendo nos últimos anos no Estado, mesmo na crise econômica. A receita bruta de 2015 representa crescimento de 82% em relação a de 2010, que foi de R$ 67,8 bilhões. O avanço significou um crescimento real – já descontada a inflação medida pelo IPCA no período – de 32%.

Os dados são da última Pesquisa Anual do Comércio, referente a 2015, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na semana passada e que traça um panorama do setor de comércio no País.

“O atacado é estruturalmente grande no Paraná porque o Estado é um grande produtor de alimentos e tem uma posição geográfica privilegiada, com facilidade de distribuição para outros Estados”, diz Julio Suzuki Júnior, diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

O comércio atacadista paranaense representa 7,8% do mercado brasileiro. Está à frente do Rio Grande do Sul (R$ 107,8 bilhões, ou 6,8%) e Rio de Janeiro (R$ 104,3 bilhões ou 6,6%). São Paulo tem o maior mercado atacadista do País, com receita de R$ 537,2 bilhões (33,9%), seguido por Minas Gerais, com R$ 132,7 bilhões (8,4%). O Paraná também é o maior empregador do setor no Sul do País. Santa Catarina gera 102,8 mil empregos e o Rio Grande do Sul, 129,8 mil.

PARANÁ COMPETITIVO – O Paraná atraiu investimentos do mercado atacadista principalmente por conta da localização, que serve de ponto de distribuição tanto para o Sul quanto para o Sudeste.

Nesse ano, as atacadistas passaram a ter acesso aos benefícios do programa estadual de incentivos Paraná Competitivo. Até então voltado para projetos industriais, o programa passou a conceder incentivos para empresas do varejo, e-commerce e atacadista.

Nesse último caso, o incentivo vale tanto para o atacado convencional quanto os centros de distribuição industriais, que movimentam produtos de uma determinada indústria.

SEGMENTOS – De acordo com o IBGE, o comércio atacadista de combustíveis e lubrificantes é o maior em

participação da receita do setor no Paraná, com R$ 28,1 bilhões. Em segundo lugar vem alimentos, bebidas e fumo, com R$ 25,6 bilhões. Na sequência vem o atacado ligado a matérias-primas agrícolas e animais vivos (R$ 13,4 bilhões) e equipamentos e artigos de uso pessoal e doméstico (R$ 12,2 bilhões). O levantamento também mostra que o setor movimenta R$ 4,12 bilhões em salários e remunerações no Estado, o que significa um rendimento médio por mês de R$ 2.291 por empregado.