Nova ferramenta auxilia no combate a incêndios no Paraná

O “bambi bucket”, uma espécie de balde que lança água a partir da aeronave

A polícia e os bombeiros do Paraná estão utilizando uma nova ferramenta para auxiliar no combate a incêndios. É o “bambi bucket”, uma espécie de balde que lança água a partir da aeronave, uma opção a mais nas ocorrências de incêndio ambiental, em apoio ao Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Curitiba, 22/08/2017. Foto: Divulgação SESP

A polícia e os bombeiros do Paraná estão utilizando uma nova ferramenta para auxiliar no combate a incêndios. É o “bambi bucket”, uma espécie de balde que lança água a partir da aeronave, uma opção a mais nas ocorrências de incêndio ambiental, em apoio ao Corpo de Bombeiros e Defesa Civil.

“É uma operação complexa e praticamente inédita aqui na Polícia Militar do Paraná”, afirma o tenente João Paulo de Toledo Lazaroto, oficial do Batalhão da PM de Operações Aéreas (BPMOA).

A primeira utilização operacional do equipamento pela polícia do Paraná ocorreu em apoio ao 6º Grupamento do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil no Morro Araçatuba, em Tijucas do Sul (Região Metropolitana de Curitiba), onde houve um incêndio ambiental de grandes proporções no final do mês de julho.

Na ocasião, o helicóptero do BPMOA também foi usado para suporte logístico das equipes de combate, transportando água, alimentação, ferramentas, bombas costais e bombeiros para os locais de combate. “Só o equipamento contra incêndio não resolve. Ele complementa a operação dos bombeiros. A utilização do aparelho de forma eficaz na operação do Araçatuba contribuiu para concretizar uma doutrina formal, que é possível e viável. É mais uma possibilidade de atuação no suporte aéreo às equipes no Paraná”, diz o tenente Lazaroto.

TREINAMENTO – Nas últimas semanas, os policiais e bombeiros militares do BPMOA passaram por um treinamento específico para operar com o equipamento, para que todos estejam preparados em termos logísticos e técnicos em novas situações. “Esse tipo de operação pode ocorrer em locais nos quais haja um ponto de captação de água bem próximo: no máximo a cinco minutos de distância do local do incêndio. Mais do que isso, torna a utilização ineficiente”, explica o tenente Lazaroto.

O voo precisa ser adaptado para esse uso específico. Além do piloto, apenas mais um tripulante é transportado, além do equipamento, que pesa cerca de 40 quilos e, cheio, pode carregar até 540 litros – praticamente 600 quilos a mais na aeronave: são condições que alteram a maneira de pouso e performance da aeronave. Os demais membros da equipe permanecem em solo para fazer a coordenação com a equipe de bombeiros no local e calcular fatores como vento e direção: parte fundamental para o sucesso da ação. “A operação de combate a incêndio é uma missão planejada, não uma emergência: previamente, é feito um estudo de caso para verificar necessidade e possibilidade do uso”, diz o tenente. Também é necessário levar um caminhão de abastecimento de combustível.

O “bambi buchet” é um equipamento muito utilizado em países com maior incidência de incêndios ambientais, como Portugal e Canadá, que são referência nesse quesito. Vários estados brasileiros também utilizam-no.