Paraná cria comitê para combater o roubo de cargas no estado

O grupo será coordenado pelo coronel Antonio Zanatta Neto, da PRE, e terá entre suas principais atribuições fazer um mapeamento dos casos por região

(Foto: Franklin de Freitas/Arquivo Bem Paraná)

Órgãos de segurança do Paraná passarão a integrar um comitê para combater o roubo de cargas no estado. A decisão foi tomada na tarde desta sexta-feira (21), durante uma reunião entre dirigentes da Federação das Empresas de Tranportes de Cargas do Paraná (Fetranspar) e do Sindicato das Empresas de transportes de Carga do Paraná (Setcepar) com representaes da Divisão de Crimes contra o Patrimônio, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), da Polícia Militar do Paraná e da Secretaria de Defesa Social de Curitiba.

O grupo será coordenado pelo coronel Antonio Zanatta Neto, da PRE, e terá entre suas principais atribuições fazer um mapeamento dos casos por região, concentrar as informações dos boletins de ocorrência em um único órgão, aperfeiçoar sistemas de comunicação e incentivar os transportadores a registrarem as ocorrências na polícia, entre outras (veja abaixo).

A reunião desta sexta-feira foi solicitada pela Fetranspar. Segundo a entidade, a media mensal de roubos de cargas ultrapassa os 30 casos ao mês. “Isso representa um rombo de mais de R$ 60 milhões por ano aos transportadores do estado”, afirma o presidente da Fetranspar, Sergio Malucelli. No Brasil, os dados mostram que o Paraná fica com 1% do total de roubos de cargas, número que alcança os 24 mil casos na somatória de todos os estados, o que representa um prejuízo de R$ 1,3 bilhões anuais, segundo a NTC&Logistica.

Os números, contudo, podem ser ainda maiores, já que o estado não conta hoje com trabalho unificado das informações dos boletins de ocorrências que acusam o roubo de cargas. “As corporações responsáveis pela segurança pública fazem o serviço, contudo os dados ficam fragmentados e de difícil análise o que pode, por muitas vezes subestimar o problema. A unificação dos dados permitirá uma visão mais ainda mais ampla do problema”, diz Malucelli.

As cidades que mais concentram os roubos de cargas no Paraná, segundo a Polícia Militar, são Paranaguá, Curitiba, Maringá e Ponta Grossa, municípios que lideraram o ranking das ocorrências em 2016. “Faremos reuniões periódicas, de imediato duas vezes ao mês. Esse esforço vai resultar em ações efetivas e integradas para atacar a cadeia que gira em torno do crime denominado roubo de cargas”, afirma o coronel Zanatta. A próxima reunião será no dia 1º de agosto.

Entre as atividades definidas na reunião desta sexta-feira estão:

1 – Integração dos trabalhos das corporações criando um mapeamento do roubo por região;

2 – Concentração em um único órgão das informações dos boletins de ocorrência referentes a roubo de cargas;

3 – Partilha das ações eficientes já realizadas nas diferentes organizações e ao mesmo tempo das dificuldades que se tem quando o assunto é ‘roubo de cargas’;

4 – Aperfeiçoamento de sistemas de comunicação entre as corporações visando agilizar a informação sobre roubos de cargas;

5 – Ações de incentivo ao transportador, para que façam o registro do boletim de ocorrências;

6 – Aperfeiçoar o canal de comunicação entre empresários e sindicatos para que, quando ocorrer roubo, o transportador possa informar o sindicato da região, permitindo análise e características do crime por região geográfica do estado;

7 – Ações integradas nas estradas entre todas as corporações.