Número de bares e restaurantes cresce 23% em Santo Antônio da Platina

De acordo com o órgão, somente em 2016 foram registradas a abertura de 62 novas empresas, uma média de cinco estabelecimentos por mês.

Foto: Antônio de Picolli

Na contramão da crise financeira que o país enfrenta, o número de bares, restaurantes, lanchonetes e outros estabelecimentos do setor de alimentação cresceu 23% em Santo Antônio da Platina entre janeiro de 2014 e o primeiro semestre de 2017. Em 2014 o registro era de 313 empresas deste ramo e neste ano saltou para 384. Os números são da Junta Comercial do Paraná (Jucepar). De acordo com o órgão, somente em 2016 foram registradas a abertura de 62 novas empresas, uma média de cinco estabelecimentos por mês. Já no primeiro semestre de 2017 a média de abertura de empresas deste seguimento passou para três ao mês.

Em todo Estado, o crescimento foi ainda maior, 37%. Há três anos e meio eram 7.852 empresas ativas no Paraná e no primeiro semestre deste ano disparou para 10.790. O Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares em Curitiba (Sindiabrabar) associa esse crescimento a um gasto que a população costuma não cortar. Além disso, mão de obra fácil de treinar e capacidade de se adaptar no mercado também são facilitadores para quem quer abrir seu próprio negócio.

Em Santo Antônio da Platina, os estabelecimentos aos poucos estão investindo em novidades no cardápio, qualidades nos produtos e ter sempre o diferencial para atrair mais clientes, que no caso, recebe público de todo Norte Pioneiro. Um nicho que vem ganhando adeptos é o de hamburguerias e os bares de cerveja artesanal. Mesmo sendo específicos nos serviços oferecidos, ganham destaque junto aos estabelecimentos mais tradicionais

É o caso do empresário Douglas Antônio da Silva que inaugurou o Bar Vó Zaíra em 2015 e dois anos depois já está investindo em um prédio novo. Com seguimento voltado para hambúrguer artesanal, o empreendimento recebeu recentemente o nome de Hamburgueria Vó Zaíra. “Já tenho minha clientela formada. Temos equipe especializada para preparo dos alimentos e prezamos pela qualidade dos hambúrgueres utilizando produtos bons. O ramo de alimentos não está sentindo a crise porque as pessoas não param de comer. O setor está em constante crescimento”, aposta.

Área que mais cresce

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Santo Antônio da Platina, José Alex Figueira, a área de alimentação é a que mais cresce, mesmo em período de crise. Ele lembra que surpreendentemente as padarias, em período de crise, são as que mais conseguem se destacar, porque o consumidor opta em consumir o tradicional pãozinho (que tem um custo mais acessível). “Associada a uma mortadela, queijo, salsinha, a alimentação com o pão sai mais em conta, por exemplo, que uma refeição. Portanto, o melhor momento para se investir em padarias é agora. Mais rentável e com margem de lucro alta. Pode-se observar Curitiba como parâmetro, onde alguns restaurantes de luxo estão fechando e os restaurantes populares estão em alta”, comentou.